💌 Carta à Pérgamo

 Pérgamo era uma cidade importante porque foi a capital da Ásia Menor por 400 anos.

Era o maior centro cultural depois de Esmirna, e era também o maior símbolo de paganismo religioso (era muito comum a adoração de vários deuses lá). Foi a primeira cidade que teve o privilégio de construir o primeiro templo ao imperador de Roma da época, o que iniciou perseguição contra a igreja.

Jesus então envia a sua mensagem à igreja de Pérgamo. E algo que acho muito interessante, é que Jesus inicia a sua mensagem falando que Ele era aquele que possuía a espada de dois gumes; este facto conincide muito com o significado do nome da cidade onde a igreja se encontrava e à situação em que a igreja se encontrava internamente.

Aquela igreja é denunciada como sendo ‘casada’ com o paganismo de satanás prsente naquela cidade. Jesus denuncia esta igreja por ser uma das que negociava a verdade para adotar doutrinas de fora, como a doutrina de Balaão e a dos nicolaítas, por exemplo.

Aqui então, Jesus coloca em pauta que o problema daquela igreja era a aceitação de outras doutrinas que eles mantiveram firme, fazendo a doutrina da verdade se fragmentar pouco a pouco.

Isso nos reforça o grande problema que há em misturar a noiva de Cristo e o mundo. Há um enorme problema em tentarmos fazer com que o puro e o impuro se misturem, mas como então podemos viver neste mundo sendo a noiva de Cristo?

Repetir as falas de Jesus: ‘o meu reino não é desse mundo’, pode ser a coisa mais simples a se fazer, até porque na prática, pode não ser tão simples assim.

Amo sempre pensar nas falas de Jesus onde ele nos frisa que nós somos o sal e a luz no mundo, lá em Mateus 5:13-16. Naquelas falas, Jesus nos revela parte da nossa identidade como filhos de Deus, resumindo em ‘vós sois o sal da terra’ e ‘vós sois a luz do mundo’.

A questão é entender de facto o que Jesus quis dizer com isso (irei me baseiar nos estudos que fiz com o Douglas Gonçalves do ministério JesusCopy). Ora, pensando na utilidade do sal, sabemos que o sal pode ser usado para matar bactérias e temperar; ou seja, o sal é atrativo (ele consolida algo que ao nosso paladar é agradável), e ofensivo (ele mata, destrói, e pode ser mal, se for usado de forma indevida). Podemos aqui já relacionar o sal à mensagem que todos nós transmitimos como cristãos, o Evangelho.

O Evangelho é uma mensagem que pode ofender e ao mesmo tempo, atrair. Isso irá depender da forma como nós usamos (transmitimos) o sal (a mensagem). Da mesma forma que o sal, Jesus na sua fala reforça que nós temos como papel atrair, fazer notória a boa nova que carregamos em nós, sem necessariamente misturar os sabores ou os dois mundos.

Da mesma forma compreendo que somos luz, pois carregamos a verdade, que é Cristo.

Portanto, termino este estudo concluindo que como filhos de Deus, devemos sim estar no mundo. Devemos sair, devemos ir para os lugares, devemos nos envolver com todas as áreas que a vida nos proporciona, mas DEVEMOS manter intacta a nossa verdade, não misturando os dois mundos, mas atraindo os olhos do outro mundo a nós!

Que sejamos como Jesus, que andou com os maus, não por andar, mas para fazer com que eles mudassem de caminho. Que possamos andar com a verdade intacta em nós por amor ao nosso Reino que não é deste mundo.

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