💌 Carta à Éfeso

 O contexto em que esta carta foi escrita tem ligação ao reinado de Dominicano, o Nero.

Éfeso era a capital da Ásia Menor. O epicentro do culto à deusa Diana, onde Paulo se fixou durante a sua terceira viagem missionária. Acredita-se que Paulo estabelecera lá a igreja, e através da mesma, o evangelho se expandiu por toda Ásia. 40 anos depois, Jesus olha para esta mesma igreja, talvez anteriormente fervorosa em fé e amor, e dá um diagnóstico completamente diferente.

Jesus olha para esta igreja, e vê um trabalho intenso (Ap 2:2), uma paciência em meio às tribulações (Ap 2:2-3) e uma fielidade doutrinária (Ap 2:2,6)

No entanto, Jesus consegue também ver que o primeiro amor dos Efésios já não se fazia presente neles. Aqueles homens seguiam a doutrina de Jesus, mas não por amor a Jesus, e é esta a mensagem que Jesus leva até eles; VOLTEM AO SEU PRIMEIRO AMOR.

O amor do primeiro contacto. O amor que se constrói quando aceitamos Jesus, e nos apaixonamos pela forma como a graça nos é revelada. O amor que nos persuade a conhecermos mais a Jesus e nos dá o gás de continuarmos a buscar ele dia após dia.

É esse amor que Jesus queria que aqueles homens voltassem a ter. Um amor que os fizesse obedecer, não por medo de serem mortos ou castigados por Deus, mas por total compromisso à uma nova aliança feita com Deus.

Ler sobre isso me faz lembrar o que Jesus é interrogado acerca do grande mandamento, em Lucas 10:27, Mt 22:37-40, e Mc 12:28-34.

Provavelmente, os homens esperavam que Jesus falaria uma das leis que eles receberam de Moisés. Talvez eles esperavam que Jesus falaria das leis dos animais, do sábado ou dos leprosos.

Mas, Jesus fala do amor Sim, Jesus os convence de que o amor à Deus, ao próximo e a si mesmo é do que dependem todas as outras leis e mandamentos.

Eu amo relacionar estas falas de Jesus ao episódio de Marcos 10:17-25, onde um homem rico pergunta a Jesus como ele poderia entrar no Reino dos céus.

A resposta de Jesus, quando lhe diz para deixar tudo para trás e segui-lo, me faz pensar em amor. Aquele homem passou a vida inteira a seguir as leis. Ele sacrificou animais, ele absteu-se de comer certos animais, ele guardou o sábado…mas, o mais importante, talvez ele sequer praticou: ele não fez tudo isso por amor a Deus.

Eis aqui a importância do amor, e a grandiosidade que ele tem sobre todas as outras leis e outros mandamentos. Até porque, se não for por amor, do que me adianta só obedecer a lei por obrigação? Que adianta jejuar se não for por amor ao Senhor? Que adianta orar por horas se não for por amor ao meu Senhor?

Isso também explica o porquê de Paulo falar que o amor “valida” tudo o que fazemos. (1Co 13:1-3)

Creio que é este amor que Deus quer que tenhamos. Um amor que transborda. Um amor que nos faz deixar para trás tudo o que temos para seguir rumo à um destino certo e incerto. Um amor real que nos faz crer num Deus que faz o possível no impossível. Um amor que nos faz dar o nosso melhor por Deus, assim como a viúva que ofertou tudo o que ela tinha (Mc 12:41-44).

Que voltemos a esse amor, um amor que nos faz ter sede de Deus, e nos faz querer estar ainda mais próximos Dele! Que voltemos a esse amor, nos lembrando Dele, e nos arrependendo dos nossos erros e nossas falhas.

Amém!


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